O texto abaixo é a transcrição na íntegra
de um artigo publicado pela Revista Calebe no ano de 2009, intitulado "Serpente
Com Patas":
Então o Senhor Deus
disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e
mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás
todos os dias da tua vida.
(Gênesis 3:14)
Deus
amaldiçoa a serpente dizendo que esta rastejaria sobre seu ventre para sempre.
É óbvio pensar que se ela estaria sendo amaldiçoada a rastejar é porque antes não
era assim, pois se ela já rastejasse antes, não seria maldição ela continuar rastejando.
O fato, que muitos não querem aceitar, é que ela (a serpente) possuía patas. O primeiro
fóssil de uma cobra com patas foi encontrado por volta de 1960 em Israel, e estudada
pelo paleontólogo George Haas, que em 1970 veio a descobrir um segundo fóssil. Segundo
alguns evolucionistas, essa descoberta se tratava de uma prova de que tal fóssil
se tratava de um Elo de Transição entre um ser marinho (lagartos dos mares - mosassauros)
e outro terrestre (serpente terrestre), todavia, um conceituado estudioso chamado
Zaher, afirma: "Essa espécie não é um intermediário e não veio de um ancestral
marinho... Ela é mais evoluída do que pensávamos, proximamente relacionada a um
grupo de cobras atuais, as macrostomatas, e tem patas desenvolvidas. "Essa
conclusão pode ser comprovada com a descoberta e estudo de um terceiro fóssil de
serpente com patas, encontrado junto com a que foi citada anteriormente. No ano
de 1999, a
Universidade Hebraica de Jerusalém autorizou Zaher e Olivier Rieppel (curador de
fósseis do Museu Field de História Natural, de Chicago - EUA) a analisar as serpentes
e publicar os resultados da pesquisa no ano de 2000 na revista Science. Esse era
um dos fatos mais controversos citados pelos evolucionistas e ateus que, segundo
eles, tornava implausível e incoerente o relato bíblico do Gênesis, todavia, acaba
de ser comprovado pela ciência moderna e pelos cientistas, mesmo não sendo crentes.
O fato é que cada detalhe citado em Gênesis é comprovado pela ciência, como iremos
acompanhar nos próximos boletins.
Observe
que a serpente realmente foi amaldiçoada, perdendo suas patas. Portanto, não temos
nenhuma razão para eliminarmos o fato de que o homem, a mulher e a natureza foram
amaldiçoados por causa do pecado.
Isso
nos leva à conclusão de que todo o ser humano está separado de Deus por causa do
pecado e só Jesus Cristo, e mais ninguém, pode nos reconciliar com Deus de novo
(Rm 8:22; Rm 3:23; Rm 5:10; 2 Co 5:18; At 4:12; Jo 14:6).
Você
já fez a sua reconciliação com o Senhor através de Jesus? Se não fez, ainda, pode
fazer através de uma simples oração, convidando-O para entrar em sua vida, reconhecendo
que és um pecador e que só através de Jesus seu pecado pode ser perdoado e poderás
voltar a ter a paz com Deus.
Deus te abençoe.
Robson
T. Fernandes
Fonte: Revista Calebe, Agosto de 2009, ano 1, nº.1
Eu estou de pleno acordo com o professor Fernandes de
que a ciência dia a pós dia tem confirmado ser verdadeiro cada versículo da Bíblia,
e assim, pondo por terra o falso pretexto de que as Escrituras Sagradas não
passam de meros relatos fictícios ou lendários. No entanto, sem desmerecer o
autor desta matéria que com propriedade tem procurado com o melhor do seu entendimento
defender a veracidade das Escrituras bíblicas e o seu conteúdo, sinto ter que
discordar deste irmão sobre a sua hipótese de que os fósseis encontrados de uma
espécie extinta de serpente com patas pudesse ser a comprovação científica da
existência, em eras priscas, da mesmíssima serpente citada em Gênesis 3, e há
pelo menos duas razões que eu pretendo aqui expor do porque o seu argumento é
falho.
O professor Fernandes começou muito bem a sua matéria ao frisar que rastejar
não seria uma maldição para aquela serpente no jardim do Éden, se desde o
início este já tivesse sido o seu meio de locomoção. Ela somente deveria ter
começado a se rastejar após ser amaldiçoada, porém não antes. Portanto, é
razoável crer que antes desta maldição a referida serpente possuísse membros
com os quais ela pudesse se locomover. O problema, porém, começa quando este
irmão tenta fazer uso dos fósseis encontrados a fim de provar este argumento.
Ele parece ter ignorado o simples fato de que apesar daquela antiga espécie de
serpente ter possuído patas, ela ainda assim continuava a se rastejar. Observe
a ilustração:
Reconstituição da serpente Najash rionegrina, que tinha hábitos terrestres e provavelmente
usava túneis subterrâneos. Destaque para as patas traseiras funcionais,
adequadas para escavar ou rastejar
(arte: Jorge Gonzalez).
O brasileiro Hussam Zaher do Museu de Zoologia da
Universidade de São Paulo e o argentino Sebastián Apesteguía, do Museu de
Ciências Naturais Bernardino Rivadávia, de Buenos Aires, com base num esqueleto
quase completo de uma serpente de mais de 65 milhões de anos encontrado na
região da Patagônia, no sul da Argentina, chegaram à conclusão de que esta
antiga serpente denominada por eles de Najash rionegrina utilizava as suas patas posteriores
tanto para escavar como também para se rastejar. Apesar de robustos, estes
membros eram pequenos demais e insuficientes para suspender a serpente acima do
solo e então se locomover somente por meio deles.
Há pouco tempo na China oriental, uma senhora de 66 anos chamada Dean
Qiongxiu, encontrou uma serpente de 40 cm que apresentava uma anomalia ao possuir
uma pata. Apesar de não ter sido encontrada nenhuma explicação plausível para
esta raridade, esta serpente nos permite ter uma noção de como seria a locomoção
da Najash rionegrina, demonstrando o
que já foi descoberto, de que apesar dela ter possuído membros ela ainda assim
rastejava.
Outro dado muito importante que o professor Fernandes
havia passado por alto é o fato de que a serpente que estava no jardim do Éden
antes de ser amaldiçoada não era exatamente um réptil, como são as serpentes em
geral e igualmente a própria espécime dos fósseis encontrados, mas sim um
mamífero. Para uma melhor compreensão disso será necessário irmos às
Escrituras.
Em Gênesis 1:25 está escrito:
E fez Deus
os animais selváticos, segundo a sua espécie, e os animais domésticos, conforme
a sua espécie, e todos os répteis da terra, conforme a sua espécie. E viu Deus
que isso era bom. (ARA)
Houve aqui uma clara distinção entre os mamíferos -
chamados tanto de selváticos como domésticos - e os répteis, onde
entre tantos estão incluídas as serpentes. Agora observe o leitor como a
serpente no Éden foi descrita nas Escrituras em Gênesis 3:1 antes de ser
amaldiçoada:
Mas a
serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos
que o Senhor tinha feito...
A serpente não era o animal mais sagaz dentre todos
os répteis, mas sim entre os mamíferos. E a razão disso era porque esse animal
possuía uma forma hominídea muito semelhante ao ser humano, o que significa que
ela não apenas possuía pernas, mas ela também andava ereta e podia se comunicar
com o ser humano, como nos foi mostrado pelas Escrituras.
Existe também um livro apócrifo chamado Apocalipse de Abraão, que fornecia uma possível
descrição física da serpente antes de ser amaldiçoada. Ele foi escrito talvez
em hebraico ou aramaico entre o ano 50 e 100 d.C. sendo que o texto que
sobreviveu até os nossos dias foi uma versão grega da antiga escrita
eslavônica. Como este livro foi escrito durante o período onde ocorreu a maior
de todas as diásporas pela qual os judeus haveriam de passar em toda a sua
história, é provável que ele tenha sido escrito com o objetivo de se manter
registrado certos fatos que até aqueles dias somente haviam sido conservados
por meio de uma tradição oral, - embora sujeitos a mudanças ao longo dos
séculos - em virtude do receio de que pudessem se perder por completo com a
perseguição ou expulsão definitiva dos judeus de sua terra natal. Este livro
narra supostas visões que o patriarca Abraão havia obtido, vindo a testemunhar alguns
eventos do futuro e do passado, entre eles, a queda de Adão e Eva. De acordo
com esse livro e fazendo uso de uma linguagem simbólica semelhante à narrativa
do Gênesis, a causa real apontada para a queda do casal no jardim do Éden foi em
razão deles terem praticado relação sexual suscitado por Satanás por meio da
serpente, e ao se referir a esse animal é dito:
...e atrás
da árvore encontrava-se um ser parecido com uma serpente, e possuía mãos e pés como um homem, e asas nos ombros...(Apocalipse de
Abraão 23:5)
Por se tratar de uma pseudo-epigrafia, tal livro teve
o seu conteúdo totalmente desacreditado por muitos séculos por não se saber até
que ponto as informações nele contidas pudessem ser verossímeis. Porém em
nossos dias Deus nos enviou o Seu profeta, o irmão William Marrion Branham, cumprindo
a profecia de Malaquias 4 que prometia um profeta semelhante a Elias que viria
para restaurar todas as coisas. E com um ministério escrituristicamente
vindicado e por meio da visão de Deus, desvendou à Igreja por revelação divina,
de que forma exatamente ocorreu o pecado original e o mistério da semente da serpente, em seu sermão de
mesmo nome:
(...) Agora
aqui eu nunca tive um pregador que concordasse com isto ainda. Eles tentam
fazer isso de alguma outra maneira, mas mesmo assim isto não faz sentido para
mim. Eles tentam dizer que Adão e Eva comeram algumas maçãs. Irmão, eu não digo
isto como brincadeira, mas eu quero dizer isto para... Se comer maçãs faz as
mulheres verem que elas estão nuas, é melhor nós começarmos a distribuir maçãs
outra vez!
Você sabe o
que é certo. Você sabe que comer maçã... Aquilo não foi o que eles fizeram.
Aquilo os fez ver que eles estavam nus! Sem dúvida que não foi isto. Isto teve
que vir através do sexo. Isto teve que ser, porque eles viram que estavam nus
quando eles tomaram do fruto proibido.
Não é a mulher uma árvore frutífera? Não é você o
fruto de sua mãe? Aquele era o fruto que era proibido ser tomado!
(...) Aqui está
o que tem acontecido, eu creio, e posso sustentar isto pela Bíblia, que foi a
serpente que fez isto! A serpente é aquela pessoa que falta entre o chimpanzé e
o homem, por que... ouçam, observe isto agora... a serpente não era um réptil. Ele era mais sutil do que toda a
alimária do campo.
E hoje eu fui e apanhei dicionários de todas as
partes para ver o que a palavra "sutil" significava. Significa ser inteligente,
ser astuto. A melhor interpretação do hebraico m-a-h-a-h (Mahah) significa ter
um verdadeiro conhecimento de princípios da vida.
Agora vamos
observar isto por um momento. Ele é inteligente, astuto. Mesmo assim ele é
chamado de "a serpente." Mas recordem que ele era a coisa mais inteligente que
havia, e mais parecido com o ser humano
do que qualquer coisa que havia no campo... mais próximo do ser humano. Ele
não era réptil. A maldição o fez um réptil. A Bíblia diz que ele era o mais
belo de todos.
Nem mesmo a maldição tirou toda a sua beleza... ainda
as magníficas cores de uma serpente são bonitas. Seu encanto e sua astúcia...
Nem mesmo a maldição moveu isto. Mas recordem. Deus lhe disse que suas pernas sairiam e ele andaria sobre o ventre.
E você não pode encontrar nenhum osso em
uma serpente que pareça com o de um ser humano, e esta é a razão que a
ciência está perdida. Mas ali está ele.
Deus
escondeu isto dos olhos dos sábios e entendidos e prometeu revelar isto para os
filhos de Deus nos últimos dias, quando os filhos de Deus seriam manifestados.
Quando os filhos de Deus que regozijaram com Ele antes da fundação do mundo,
quando a grande revelação da Divindade e estas coisas seriam trazidas nos
últimos dias. Ele manifestaria estas coisas para os filhos de Deus. Você sabe
que a Escritura ensina isto. E aqui estamos.
(A Semente da
Serpente, 28/09/1958; §§ 98-101, 113-117).
Deste modo, observe o leitor que o profeta de Deus
afirma que a serpente perdeu todos os seus membros após ser amaldiçoada;
portanto é absolutamente impossível de ser encontrado qualquer vestígio fóssil
da sua antiga estrutura hominídea, ou mesmo algum resquício de seus antigos
membros, tendo em vista que Deus praticamente recriou aquele animal ainda em
vida, alterando toda a sua composição física, anatômica e celular. E assim, com
estes esclarecimentos, descartamos aqui qualquer hipótese de que os fósseis
encontrados de uma antiga serpente com patas pudessem ter qualquer conexão com
a serpente que foi amaldiçoada, de acordo com as Escrituras Sagradas.