Rebecemos algumas muitas perguntas sobre o Sábado. Há muita dúvida em
alguns irmãos Adventistasque nos pedem
algumas explicações. Aqui está disponível um excelente texto de um pesquisador
do assunto e pensamos será de utilidade para dirimir, senão todas, a maior
parte das dúvidas.
Autor:Dr. Pr. Natanael
RinaldiPublicado em:Sexta, 16/03/2007
A Sra. Ellen G. White escreve sobre a
obrigatoriedade de guardar-se o Sábado como meio de salvação, vejamos:
"Santificar o Sábado ao Senhor importa
em salvação eterna". (EG White; Testemunhos Seletos, vol. III; Ed. Casa
Publicadora; Tatuí - SP; 1956, pág.22). "O Pr. Bates, o apóstolo da verdade
sobre o sábado, tomou a liderança em advogar a
obrigatoriedade da guarda desse dia" (EG White, Primeiros Escritos,
Editora Casa Publicadora, Tatuí - SP; 1995, Prefácio Histórico XXII).
"Foi-me mostrada então uma multidão que ululava em agonia. Em
suas vestes estava escrito em grandes letras: Pesado foste na balança,
e foste achado em
falta. Perguntei (ao anjo) quem era aquela multidão. O Anjo disse: Estes
são os que já guardaram o sábado e o abandonaram" (EG White, Primeiros
Escritos, Editora Casa Publicadora, Tatuí - SP; 1995, pág.37)
A posição que essa escritora goza no meio adventista é impar. Somente ela
possui o "Espírito da Profecia". Não só os adventistas reconhecem sua
autoridade religiosa inquestionável, mas a própria escritora declara de si
mesma: "Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus
profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio do testemunho do Seu
Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falassem a Seu povo a
respeito da sua vontade..." (Testemunhos Seletos - Vol.II, pág.276). (Ou seja,
a autora se coloca acima dos próprios apóstolos de Cristo quando declara que no
seu tempo, o tempo em que ela tinha as suas "revelações", Deus falava mais
seriamente.) Assim quando os Adventistas (daqui pra frente
ADV) teimam que a guarda do Sábado é indispensável para nossa
salvação, não é porque estejam estribados na verdade Bíblica, mas sim nas
alucinações da Sra. E.G. White. Essa cidadã declara que a guarda do Sábado
constitui o selo entre Deus e o seu povo nos dias atuais: "Que é, pois,
a mudança do Sábado, senão o sinal da autoridade da igreja de Roma - "a marca
da besta"; "O selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento... Os
discípulos de Jesus são chamados a restabelecê-lo, exaltando o Sábado...
"(Livro: O Grande Conflito, Ed. condensada, 1992, pag. 267 e 269)".
Diante do exposto, fica claro que não
é assim como alguns pastores afoitamente declaram que, entre nós e os ADV, só o
que nos separam é a guarda do Sábado, como se fosse questão secundária. Parra
nós sim, é questão secundária (Rm. 14:5-6). Para os ADV não: é questão de
salvação ou perdição. Para os ADV a guarda do Sábado é o sinal que separa sua
igreja, a verdadeira e única, das igrejas falsas, que são as denominações
evangélicas, embora trabalhem nelas para distribuição das publicações da Casa
Publicadora, vender discos, fitas K7 e todas suas mercadorias. Ingenuidade dos
pastores que permitem seus púlpitos serem usados pelos obreiros adventistas,
admitindo que somos todos iguais. Não sabem os pastores que além da guarda do
Sábado como ponto central de suas conversações, os ADV têm outras doutrinas
estranhas ensinadas pela Sr. White e abonadas pelos ADV, tais como: Juízo
investigativo (a redenção incompleta de Cristo); o bode emissário ou Azazel
como tipo da obra de Satanás de remover nossos pecados; o aniquilamento dos
ímpios o sono da alma; a Igreja remanescente caracterizada pelo Dom de profecia
de E.G. White e a guarda do Sábado; a natureza pecaminosa de Jesus; adoração a
Deus no Domingo como sinal da Besta; proibição de vários alimentos;
etc...
A DIVISÃO DA LEI
Os ADV, para imporem a obrigatoriedade
da guarda do Sábado, se valem de argumentos infundados estabelecendo uma
distinção entre a Lei Moral e Lei Cerimonial, Lei de Deus e Lei de Moisés,
dizendo que a Lei Moral ou lei de Deus se restringe aos 10 mandamentos e
continuará para sempre, e que a Lei de Moisés ou Lei cerimonial abrange o
Pentateuco escrito por Moisés e foi abolida.
Essa distinção é imprópria e inescriturística, mas de grande valia para os ADV,
pois, ao afirmarem que a Lei Moral consiste somente dos 10 mandamentos, e
naturalmente isto implica na guarda do Sábado que é o quarto mandamento do
decálogo. Não se pode negar que, na lei dada por Deus a Moisés (toda ela),
existiam preceitos morais, cerimoniais e civis, mas, estão redondamente
enganados os ADV quando afirmam que os preceitos morais da lei se restringem
aos 10 mandamentos, porque, tanto dentro dele, como fora, se encontra preceitos
morais e cerimoniais. Essa divisão feita pelos ADV é tão esdrúxula que eles
próprios reconhecem essa falácia, ao dizerem: "Seria útil
classificarmos as leis do Velho Testamento em várias categorias: 1) Moral; 2)
Cerimonial; 3)Civil; 4) Estatutos e juízos; 5) Leis de Saúde". Esta
classificação é em parte artificial" (Lições da escola Sabatina, p.18 de
08/01/1980). Realmente é artificial essa divisão, sem qualquer apoio
bíblico, mas fundamental para impor a guarda do Sábado na doutrina
Adventista.
A LEI DE MOISÉS
A Bíblia declara que só há um
legislador e este é Deus: "Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso
Legislador" (Is. 33:22; Tg.4:12) Se há um só legislador afirmamos, com
segurança, que essa suposta distinção entre lei de Deus(os 10 mandamentos) e
Lei de Moisés (O Livro da lei) não resiste a uma pesquisa bíblica, porque
indistintamente a mesma Lei é chamada de Lei de Deus e Lei de Moisés, porque
Deus a deu por meio dele, e não que sejam duas leis distintas como ensinadas
pelos ADV. Vamos a um teste:
- "E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo
o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e
disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o Livro da Lei de Moisés"(Ne.8:1). Observe
a expressão "o livro da Lei de Moisés". Este mesmo livro, denominado de "Lei de
Moisés" é, a seguir, assim chamado: "E leram no livro, na Lei de Deus;
e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse"; "E
acharam escrito na Lei que o Senhor ordenará, pelo ministério de Moisés,..."(Ne.8:8;
8:14). Como se vê, o livro da Lei é chamado indistintamente de "Lei
Moisés" e de "Lei de Deus" sempre se tratando das mesmas leis e não de leis
distintas. É falacioso o argumento dos ADV sobre a divisão da Lei. Essa farsa
não resiste a uma análise séria sobre a palavra Lei na Bíblia, mas, que
vulgarmente foi imposta a pelos ADV, para sustentar a obrigatoriedade da guarda
do Sábado.
Vejam como os próprios ADV se contradizem sobre esse assunto: "A lei cerimonial só descreve prescrição sobre holocausto, ofertas,
formalidades sacerdotais, rituais do santuário, festas anuais, luas novas,
circuncisão, abluções, manjares, etc." (livro: "Sutilezas do Erro,
p.70, 1Ed.1965). Mas se contradizendo, afirmam o seguinte: "Verdade é
que em outras partes da Bíblia se encontram preceitos morais" (idem p.76).
Encontramos preceitos morais nas seguintes referências bíblicas: "Não afligiras
o forasteiro, nem o oprimirás"; "a nenhuma viúva nem órfão
afligireis"(Êx.22:21,22); "Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem
deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o
direito"(Êx.23:2); "...Santo sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou
santo"; "Não andarás como mexeriqueiro entre teu povo: não atentarás contra a
vida do teu próximo..."; "Não te vingarás nem guardarás irá contra os filhos do
teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo..."( Lv.19:2,16,18). "Não
torcerás a justiça, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno;
porquanto o suborno cego os olhos dos sábios e subverte a causa dos justos;
"Perfeito serás para com o Senhor teu Deus" (Dt.16:19; 18:13)
Estes mandamentos devem ser considerados cerimoniais só porque Deus não os
escreveu em pedras, dando-os a Moisés para que fossem escritos num livro?
Depois afirmam os ADV:"Os judeus usavam o termo "Lei" para referir-se a todo
o corpo de revelações de Deus dadas por intermédio de Moisés. Denominavam os
primeiros cinco livros do V.T. "A Lei" (A Torah)" (Lições da Escola Sabatina,
p.56, 27/01/80). E acrescentam ainda: Note que a "Lei de Moisés", nas
Escrituras, refere-se a todas as leis dadas por meio de Moisés - cerimonial,
moral e civil... "A Lei de Moisés" (Hb.10:28) incluía os Dez
Mandamentos"(Lições da escola sabatina, lições de adultos/professor, p.11 de
abril - junho de 1990).
OS DOIS CONCERTOS
A Bíblia fala do Concerto da Lei - conhecido como o Antigo Concerto, Antiga
Aliança, Antigo Pacto ou Velho Testamento e o Novo Concerto, ou Nova Aliança,
também conhecido como o tempo da Graça. Os 10 mandamentos são encontrados
dentro do Antigo Concerto e assim quando os ADV nos interrogam por que não
guardamos o Sábado - que é o quarto mandamento - respondemos que o Sábado está
tão integrado dentro do decálogo, quanto o decálogo, por sua vez, está
integrado no Antigo Testamento. Este, segundo a Bíblia, foi abolido e
substituído pelo Novo Concerto - O concerto da graça.
Vejamos então as provas bíblicas segundo as quais os 10 mandamentos integravam
o Antigo Concerto: "Então o Senhor vos falou do meio do fogo; e a voz
das palavras ouviu, porém, além da voz, não viste semelhança nenhuma. Então,
vos anunciou ele o seu concerto, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os
escreveu em duas tábuas de pedra" (Dt. 4:12-13). "Subindo eu ao monte a receber
as tábuas de pedra, as tábuas do concerto que o Senhor fizera convosco, então
fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi, e água não bebi;
e o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus, aquelas
palavras que o Senhor tinha falado convosco no monte, do meio do fogo, estando
reunido todo povo" (Dt. 9:9-10). "Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve
estas palavras; porque conforme ao teor destas palavras tenho feito concerto
contigo e com Israel. E esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta
noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do
concerto, os dez mandamentos. (Êx.34:27,28).
"Nela pus a arca em que estão as tábuas da aliança que o Senhor fez com Israel
(IICr.6:11)
"... Nada havia na arca senão só as duas tábuas, que Moisés ali pusera junto a
Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel" (IICr.5:10)
"Então falou Deus todas estas palavras, dizendo..." (Êx.20:1).
Desde o vrs.2 até o vrs.17 de Êx., Deus falou audivelmente as palavras dos 10
mandamentos. Desde Êx. 21 ao 24, por meio de Moisés, Deus deu ao povo leis
civis, morais e cerimoniais (que é a Lei), as quais vieram também integrar o
Antigo Concerto.
"Vindo, pois Moisés, e contando ao povo todas as palavras do Senhor e todos os
estatutos, então o povo respondeu a uma voz, e disseram: todas as palavras que
o Senhor tem falado faremos. E Moisés escreveu todas as palavras do Senhor, e
levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte, e doze
monumentos, segundo as doze tribos de Israel" (Êx.24:1-3).
No vrs.3 diz que Moisés referiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos
estatutos comunicados a Israel por meio de Moisés. E o povo respondeu: "Tudo
que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos". Com certeza se a Lei fosse só
o decálogo o povo não iriam querer obedecer a tantas ordenanças como bem se
submeteram. Então, tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo (Êx.
24:7-8). O escritor da epístola aos Hebreus se reporta ao primeiro concerto
dizendo: "Pelo que também o primeiro não foi consagrado sem sangue; por que
havendo Moisés anunciado a todo povo todos os mandamentos segundo a lei" (Hb. 9:18);
"Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança(ou mandamentos), por
causa de sua fraqueza e inutilidade"(Hb.7:18, parêntese nosso).
A ABOLIÇÃO DO ANTIGO CONCERTO PROFETIZADA
Por intermédio do profeta Jeremias Deus anunciou um Novo Concerto, desde que o
povo de Israel, que havia prometido tão prontamente observar os mandamentos do
Antigo Concerto não o fez, invalidando assim aquele concerto. Fizeram um
bezerro de ouro e se prostraram diante dele, adorando-o, o que constituiu a quebra
do concerto (Êx.32:21).
Vejamos também Jr.31:31-34: "Eis que vem, diz o Senhor, em que farei um
concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme o
concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar
da terra do Egito; porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os
haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o concerto que farei com a casa de
Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e
a escreverei no seu coração( e não na pedra) e eu serei seu Deus e eles serão o
meu povo. E não ensinará alguém mais o seu próximo, nem alguém a seu irmão,
dizendo: Conhecei ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o mais pequeno
deles até ao maior, diz o Senhor; porque perdoarei a sua maldade, e nunca mais
me lembrarei dos seus pecados" (Jr. 31:31-34)
Vimos que o profeta Jeremias profetizou sobre o Antigo Concerto. Agora, vejamos
o profeta Zacarias declarou sobre o mesmo: "E tomei a minha vara Suavidade, e a
quebrei, para desfazer o meu concerto, que tinha estabelecido com todos estes
povos" (Zc. 11:10). Com essas palavras Zacarias figuradamente contempla a
abolição do Antigo Concerto celebrando com as doze tribos de Israel (Dt.
33:1-4; Êx. 24:4-8). Zacarias continua: "E eu disse-lhes: Se parece aos vossos
olhos, dai-me o que me é devido: e, se não, deixai-o. E passaram o meu salário,
trinta moedas de prata" (Zc. 11:12). Compare com Mt.27:3-10, Cl.2:14-17.
A ABOLIÇÃO DO ANTIGO CONCERTO CONFIRMADA
A abolição do Antigo Concerto é
declarada pelo escritor do livro de Hebreus, nestas palavras: "Mas agora
alcançou ele ministério tanto mais excelente quanto é mediador dum melhor
concerto, que está confirmado em melhores promessas. Porque, se aquele primeiro
fora irrepreensível (o velho pacto contendo inclusive os 10 mandamentos), nunca
se teria buscado lugar para o segundo. Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis
que virão dias, diz o Senhor em que com a casa de Israel e com a casa de Judá
estabelecerei um Novo Concerto. Não segundo o concerto que fiz com seus pais no
dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; como não
permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor...
Dizendo Novo Concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho, e
se envelhece, perto está de acabar" (Hb.8:6-9,13 - parênteses meu). "Então
disse: eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para
estabelecer o segundo" (Hb. 10:9). "O qual nos fez também capazes de ser
ministros dum novo testamento, não da letra (lei), mas do espírito; porque a
letra (lei) mata, e o espírito vivifica. E se o ministério da morte, gravado
com letras de pedras (os 10 mandamentos), veio em glória, de maneira que os
filhos de Israel não podia, fitar os olhos na face de Moisés, por causa da
glória do seu rosto(que representava o velho pacto), a qual era transitória.
Como não será maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da
condenação (aqui referindo-se aos 10 mandamentos) foi glorioso, muito mais
excederá em glória o ministério da justiça. Porque também o que foi glorificado
nesta parte não foi glorificado, por causa desta excelente glória. Porque, se o
que era transitório foi para glória(os 10 mandamentos), muito mais é em glória
o que permanece"(IICor.3:6-11, o parêntese é nosso, pois aqui os ADV não tem
como fugir da realidade, o apóstolo Paulo chama categoricamente os 10
mandamentos de "Ministério da morte" e o taxa como transitório). Este último
vrs. Claramente declara que o que foi com glória haveria de acabar. Agora, para
saber o que se acabou, perguntemos: O que foi para glória? O vrs.7 nos dá a
resposta: "E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em
glória..". Que lei foi gravada em pedras pelo dedo de Deus? A resposta só pode
ser uma: OS DEZ MANDAMENTOS. Leiamos: "O Senhor me deu as duas tábuas de pedra,
escritas com o dedo de Deus; e nelas tinha escrito conforme todas aquelas
palavras que o Senhor tinha falado convosco..." (Dt.9:10). "Então, disse o
Senhor a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá, e dar-te-ei tábuas de pedra,
e a lei, e os mandamentos..." (Êx. 24:12). "Então, vos anunciou ele o seu
concerto, que vos prescreveu, os dez mandamentos, o os escreveu em duas tábuas
de pedra" (Dt. 4:13).
A ABOLIÇÃO DO SÁBADO
Encontramos em Os. 2:11 uma profecia
sobre a abolição do Sábado: "E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as
suas luas novas e os seus sábados; e todas as suas festividades". Quando
apontamos Cl. 2:14-17 como se referindo ao cumprimento dessa profecias de
Oséias, os ADV discordam arrazoando que a palavra "sábados" de Cl.2:16 se
refere aos por eles denominados de "sábados cerimoniais ou anuais" que aparecem
em Levítico 23, na relação dos feriados nacionais judaicos. Ocorre que os
denominados "sábados cerimoniais ou anuais" já se encontram incluídos na
expressão "dias de festas" de Cl. 2:16: "Portanto ninguém vos julgue pelo
comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festas, ou lua nova, ou dos
sábados". A prova está em Lv. 23:37, que diz: "Estas são solenidade do
Senhor..." Acerca do Sábado, indicado em Cl.2:16 se lê: "Além dos sábados do
Senhor..."(Lv.23:38), isto é, os sábados semanais. Leiamos também: "E
santificai os meus sábados (semanais), e servirão de sinal entre mim e vós,
para que saibais que eu sou Senhor, vosso Deus" (Ez.20:20, parêntese nosso).
Compare: "Guardarão, pois, o Sábado os filhos de Israel. Entre mim e os filhos
de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e
a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e restaurou-se" (Êx. 31:16-17).
Tornando mais clara a declaração
bíblica da abolição do Sábado semanal com base em Cl. 2:14-16, apontamos:
- a expressão de Paulo em Cl. 2:16
"dias de festas" se relaciona com os feriados nacionais judaicos, denominados
festas e pelos ADV como "sábados cerimoniais ou anuais"(denominação anti -
bíblica e sem fundamento) . São sete as festas anuais:
1) Festa da Páscoa - 15o dia do 1o mês - (Lv.23:5-7).
2) Festa dos asmos - 21o dia do 1o mês - (Lv.23:8).
3) Festa de pentecostes - 50o dia desde a Páscoa - (Lv.23:15-16).
4) Festa das trombetas - 1o dia do 7o mês - (Lv.23:23-25).
5) Festa da Expiação - 10o dia do 7o mês - (Lv.23:26-32).
6) Festa dos Tabernáculos (1o dia) - 15o dia do 7o mês.
7) Festa dos Tabernáculos (último dia de festa) - (Lv.23:24-36)
b) - A fórmula "dia de festas, luas novas e sábados" é a fórmula consagrada
para indicar os dias sagrados anuais, mensais e semanais ou semanais, mensais e
anuais.
1o ) Exemplo "Porém no dia de Sábado(semanal) dois cordeiros de um
ano... Holocausto é do Sábado (semanal) em cada Sábado...."
(Num.28:9-10, parêntese nosso). "E as suas libações serão metade dum him de
vinho para um bezerro... este é o holocausto da lua nova (cada mês) de cada
mês, segundo os meses do ano" (Vrs.14). "Porém no mês primeiro, aos catorze
dias do mês, é a páscoa do Senhor (cada ano) e aos quinze do mesmo mês haverá
festa: sete dias se comerão pães asmos" (Vrs.16,17). Temos então a ordem dos
holocausto: semanal, pela palavra "Sábado"; mensal, pela expressão "lua nova";
e anual, pela expressão "dias de festas".
2o ) Exemplo: "E para cada oferecimento dos holocaustos do Senhor,
nos sábados (cada semana), nas luas novas (cada mês), e nas solenidades (cada
ano) por conta, segundo o seu costume, continuamente" (ICr.23:31, parêntese é
nosso).
3º ) Exemplo: "Eis
que estou para edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus, para lhe
consagrar, para queimar perante ele incenso aromático, e para o pão contínuo da
proposição, e para os holocaustos da manhã e da tarde (cada dia), nos sábados
(cada semana), e nas luas novas (cada mês) e nas festividades (cada ano)"
(IICr.2:4, parêntese é nosso). (leiam também: IICr.8:13; 31:3, Ez.45:17)
Último exemplo:
"E farei cessar todo seu gozo, as suas festas (cada ano), as suas luas novas
(cada mês), e os seus sábados (cada semana), e todas as suas festividades" (Os.
2:11, parêntese nosso). (Agora, retornemos a Colossenses 2:14-17: "Havendo
riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma
maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós cravando-a na cruz. E,
despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou
em si mesmo. Portanto ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por
causa dos dias de festa (cada ano), ou da lua nova (cada mês), ou dos sábados
(cada semana)), que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de
Cristo"(parênteses nosso).
Usando o argumento citado pelos ADV, que dizem o seguinte: "os termos Sábado,
sábados e dia de Sábado aparecem setenta vezes no NT e em cada caso, exceto um,
refere-se ao sétimo dia" (livro ADV: Estudos Bíblicos, p.378, 4o Ed.79). E qual
o caso que "seria" exceção? Justamente Cl. 2:16. Então, se os termos "Sábado" (singular),
"sábados" (plural) ou "dia de Sábado" aparecem sessenta vezes e sempre se
refere ao sétimo dia, ou Sábado semanal, e dando a eles o sentido de Sábado,
nessas sessenta vezes - interpretação essa também aceita por tos os
Adventistas, com exceção de apenas uma referência - então a nossa interpretação
é correta, pois temos o apoio dessa interpretação cinqüenta e nove casos e os
ADV só tem um. Se for um princípio de interpretação bíblica de que a Bíblia com
a Bíblia se interpreta, a nossa interpretação, de Cl. 2:16 é o sétimo dia, é
correta. Alguns exemplos onde ocorre a palavra Sábado reconhecidas pelos ADV
como sendo semanal: Mt. 12:1, 2, 5, 10,12; 28:1; Mc. 15:42; Lc.4:16,31; Etc...
Dentre outras referências.
Contestam os ADV que o Sábado de Cl. 2:16 não pode ser o Sábado semanal porque
tais sábados não podem ser tidos como sombra. Ora, tanto pode, que é sombra do
descanso que Cristo viria trazer para os seus (Mt.11:28-30, Is.11:10. Hb.4).
Além disso, temos a palavra de um eminente teólogo ADV que assim afirma: "Além
mais, a interpretação teológica que o comentário adventista dá (The Seventh-day
Adventist Bíble Comentary) ao Sábado é difícil de justificar, uma vez que temos
visto que o Sábado pode legitimamente ser considerado como sombra ou símbolo
adequado da bênção presente e futura da salvação. Além disso notamos que o
termo sombra é usado não em um sentido pejorativo, como um rótulo para
observâncias inúteis cuja função cessou, mas para qualificar o seu papel em
relação ao corpo de Cristo. Outra indicação significativa que contraria o
Sábado cerimonial anual é de que estes já estão incluídos na palavra "heortês"
e se "sabbáton" significasse a mesma coisa haveria uma repetição desnecessária.
Estas indicações mostram fortemente que a palavra "sabbáton" conforme usada em
Cl.2:16 não pode referir-se a nenhum dos sábados cerimoniais anuais" (From
Sabbath To Sunday, p.358,359,360-1977, de Samuel Bacchiocchi).
A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS
CONCERTOS
ANTIGO CONCERTO:
1) Dado por Moisés (Jo.1:17).
2) Jugo de servidão (Gl.5:1).
3) Findou em Cristo (Rm.10:4).
4) Produz Morte (IICor.3:7).
5) Produz Condenação (IICor.3:9).
6) Era sombra (Cl.2:14-17)
7) Exige Justiça (Lc.10:28).
8) Nada aperfeiçoou (Hb.7:19).
9) Veio em glória (IICor.3:7).
10) Pobre para salvar (Hb.9:9).
11) Relembra o pecado (Hb.10:3).
12) Glória encoberta (IICor.3:13).
13) Traz maldição (Gl.3:10).
14) Sob a lei (Rm.6:14,15).
15) Sem herança (Rm.4:13).
16) Ratificado c/ sangue de animais (Hb.9:16-22).
17) Produz ira (Rm.4:15).
18) Não pode remir (Hb.10:4).
Abolição predita (Os.2:11)
NOVO CONCERTO:
1) Dado por Cristo (Hb.8:6;9:15).
2) Lei da liberdade (Tg.1:25).
3) Estabelecido por Cristo (Hb.10:9).
4) Produz Vida (Rm.8:2).
5) Produz liberdade (Gl.5:1).
6) É realidade (Hb.10:1-18).
7) Oferece Justiça (Jo.1:17; 3:16)
8) Produz perfeição (Hb. 7:19).
9) Maior Glória (IICor.3:8-10).
10) Salva perfeitamente (Hb.7:25).
11) Apaga o pecado (Hb.8:12).
12) Refletindo glória (IICor.3:8).
13) Liberta da maldição (Gl.3:13).
14) Sob a graça (Gl.3:22-25).
15) Eterna Herança (Hb.9:15).
16) Ratificado com o sangue de Jesus Cristo (Mt.26:26-28).
17) Livra da ira (Rm.5:9).
18) Redime (Gl.3:13; Hb.9:25).
Estabelecimento predito (Hb.8:7).
Esse
artigo do excelente Dr. Natanael Rinaldi encontra-se no sítiohttp://www.cacp.org.br/adventismo,
ondepoderá
ser lido na íntegra.