O assunto é delgado, fino e emotivo. PAI. Longe de modismo de presentes e almoços e palavras ocas como: “Feliz dia dos pais”, parto para uma reflexão maior: O que é ser filho? Hoje, na sociedade midiática, muitos pais receberão mensagens em seus celulares, lembranças sincronizadas com a falta de gratidão. 

Um abraço

Deuteronômio 6:6, 7 diz: “Estas palavras que hoje te ordeno têm de estar sobre o teu coração; e tens de inculcá-las a teu filho, e tens de falar delas sentado na tua casa e andando pela estrada, e ao deitar-te e ao levantar-te. ”

O assunto é delgado, fino e emotivo. PAI. Longe de modismo de presentes e almoços e palavras ocas como: “Feliz dia dos pais”, parto para uma reflexão maior: O que é ser filho? Hoje, na sociedade midiática, muitos pais receberão mensagens em seus celulares, lembranças sincronizadas com a falta de gratidão. Sim, a ingratidão tem hora certa e marcada para surgir, querem saber quando? No esquecimento. Por tal, criaram um dia para as mães e outro para os pais e outro para o natal e assim por diante. A geração que vivemos é pueril em valores morais, eu direi mais forte: é paupérrima. Lembro-me da minha bisavó que me ensinou a pedir BENÇÃO aos meus pais, meus avós, enfim, qualquer pessoa mais velha que estivesse no recinto. Ela faleceu em 26 de outubro de 1989 aos 92 anos. Quero lembrar de Efésios 6:1-2:

Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.

Efésios 6:1-3

Êxodo 20 nos dá os Dez Mandamentos que Deus deu ao povo de Israel. O quinto (Êxodo 20:12) é sobre os pais:

“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá. ”

Entendi o motivo bíblico do valor que minha bisavó Maria Cândida me ensinou: Honrar Pai e Mãe.

Ser filho é honrar independentemente da cor, condição social, ou qualquer coisa que o valha, PAI e MÃE. O coração se quebranta com o peso dos anos, e como em um jogo de xadrez, as peças se alternam para proteger o REI. Posso escrever um artigo memorável e nada mudar no coração de um jovem ou uma moça ou um filho que amargue rancores contra seu PAI. A realidade, objeto cruel que não costuma respeitar excessos, faz seu trabalho. Hoje enfrenta o pai, amanhã pedirá ajuda AOS filhos. Eu não creio na justiça dos homens, em outros lugares já falei e argumentei sobre isso, creio na JUSTIÇA DE DEUS. DEUS é PAI…Viu seu filho ser barbaramente açoitado e agredido, na sarjeta, por amor a filhos e filhas…

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É uma cena forte? NÃO. Pense milhões de vezes nessa cena multiplicada e talvez tenha uma idéia do que JESUS sofreu por nós, verdadeiras CULPADOS. Penso hoje nos jovens, filhos e filhas que se entregam ao Crack, à cocaína e às drogas e ao mundo. Pecado no mínimo é pecado no máximo, ensinou o irmão Branham.

No momento que escrevo, lembro de algumas pessoas que me procuraram no Tribunal Regional Federal da 1ª Região para exigir o cumprimento da LEI dos homens, pois um PAI estava vivendo às minguas, abandonado pelo filho, dono de três grandes lojas em Brasília. O que diz a LEI:

Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.

Constituição da República Federativa do Brasil-1988

 Parece via de mão única, os filhos possuem direitos, todavia, pergunto eu: E OS PAIS? Os senhores podem pensar que isso é uma exceção que ocorreu comigo, não é de fato. A sociedade não se preocupa com o respeito às leis que ela cria, esqueceu-se definitivamente da LEI DE DEUS.

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Esse era um plano ordenado por Deus, escrito com sua própria mão, e foi entregue por Moisés a eles; era de natureza moral, e de obrigação eterna: é para ser entendido, não simplesmente como uma elevada estima que os filhos deveriam ter em relação aos seus pais, ou o uso de uma linguagem e gestos respeitosos diante deles, nem apenas uma alegre obediência a ser cedidas a eles; mas também de honrá-los com sua substância, alimentação, vestimenta, e os suprindo com as necessidades da vida, quando eles estiverem em necessidade dos mesmos; que é, porém serviço razoável deles, por todo o cuidado, despesa e problemas que eles tenha tido em trazê-los neste mundo” (Exposição de toda a Bíblia de John Gill, Dr. John Gill 1690-1771).

Voltando ao caso do velho pai de Brasília, o filho sob o rigor da Lei, socorreu o pai, sob indignação expressa que ele fez constar nos autos. Indignação maior dos vizinhos, ainda maior a minha, e lembrei do irmão Branham: “Eu não quero a justiça de Deus, quero a misericórdia de Deus”. Se você deseja a justiça de Deus para alguém, em outras palavras, terás para ti também. Aos pais meu abraço.

Pastor Sérgio Ricardo

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falecom@avozdedeus.org.br

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