Essa frase é de um filósofo que a escreveu faz mais de 2.000 anos. Quando fui recepcionado no escritório pastoral pelo diácono Messias Oliveira, senti-me pequeno frente a tanta educação e prestatividade. Fui ensinado pela minha bisavó Dona Maria Cândida, falecida ao longo dos seus 92 anos e cuja a memória me acompanha, mulher analfabeta, sofredora e de um testemunho de amor a Cristo como poucos que presenciei, que o amor cristão se revela na humildade e nos paradoxos que a vida oferece.

“Quem acolhe um benefício com gratidão, paga a primeira prestação da sua dívida”.

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Essa frase é de um filósofo que a escreveu faz mais de 2.000 anos. Quando fui recepcionado no escritório pastoral pelo diácono Messias Oliveira, senti-me pequeno frente a tanta educação e prestatividade. Fui ensinado pela minha bisavó Dona Maria Cândida, falecida ao longo dos seus 92 anos e cuja a memória me acompanha, mulher analfabeta, sofredora e de um testemunho de amor a Cristo como poucos que presenciei, que o amor cristão se revela na humildade e nos paradoxos que a vida oferece. Quando sou chamado para analisar um “hard case”, “caso difícil”, lembro-me da postura da minha bisavó, mãe de um sapateiro chamado Antônio Cruz que honradamente criou a família sob princípios basilares: honestidade, humildade e resignação. Carlos Cruz (meu irmão mais velho) e eu mesmo, não tivemos vida fácil, fomos e somos amigos leais e enfrentamos as intempéries de uma vida que não nos prometia facilidades, ao contrário, éramos fadados a dar errados. Cristo, misericordioso, cruzou nossos caminhos quando tínhamos 20 e 19 anos de idade.  A semente que Dona Maria Cândida plantou em meu coração foi a GRATIDÃO. É-me difícil não lembrar de um gesto positivo, uma palavra de apoio uma oração dedicada um singelo apoio na hora da dor. Quando Larissa Barbosa, menina que nutri amor como aos meus filhos, partiu, senti-me sem solo para pisar. Chorei gravemente, choramos todos. Volto ao “hard case”. Os casos difíceis são justamente os que revelam o que temos de mais profundo: piedade ou desprezo. Compreendo a palavra pastor como um homem que fica mesmo sendo um paradoxo aos olhos do homem, entre Deus e o povo. Lembro-me do “estágio” que fiz com o pastor ELIAS FERREIRA, quando por duas semanas, em tempo integral, visitamos manicômios, hospitais, doentes, desvalidos e ele sempre com uma vontade de ajudar impressionante. Ele possuia umas fichas de endereço e parávamos apenas para almoçar. Quando chegava à noite, era hora de se recolher e chorar, como no dia que visitamos uma mãe e uma filha, uma a cuidar da outra, ambas com câncer. Isso me faz refletir até hoje no significado de ser pastor:  a credibilidade que se dá a um homem que representa Cristo como em Hebreus 5. Lembro-me saudoso do “treinamento” do saudoso pastor Elias Ferreira, lembro-me saudoso dos dias nos quais entregávamos folhetos de porta em porta em 1987 com apoio do Pastor João Pereira. Lembro com nostalgia dos cultos nas feiras, nas ruas, enfim, onde nos deixavam ligar uma caixa de som e falarmos. Pastor João Pereira e Pastor Wanderley Pereira Lemos são ícones em minha vida, certamente na vida do irmão Carlos Cruz que congrega em Belo Horizonte.  Pastor João Pereira desenvolve um ministério de conciliação, testemunhos de como a Terceira Puxada pulsou em seu coração, foi acompanhado por mim e o pouco que faço, é lembrar das coisas que JESUS nos fez, faz e certamente haverá de fazer. Minha gratidão ao povo de Belo Horizonte, por quem nutro o mais sincero respeito e apreço. Quando enterramos Larissa, tive a honra dada pelo seu pai irmão Ricardo e irmã Maria Barbosa de jogar a última rosa vermelha sobre o caixão e despedi-me da “guriazinha” que me apertava o pescoço e brincava de correr atrás de mim. Dentre as dificuldades que a vida não nos poupa, ao invés de picuinhas, lusco-fusco e desavenças, saibamos dar o melhor para Jesus e Ele está próximo, é seu irmão, sua irmã.

Obrigado ao Decano e ministro na acepção correta da palavra Pastor Wanderley Pereira Lemos e a toda igreja da capital das Minas Gerais. 

O amigo de sempre,

 

Sérgio Ricardo    

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http://assimestaescrito.org.br/

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